27.11.10

Poema da Malta das Naus



1. O poema foi escrito na primeira pessoa.
1.1 Que profissão tem o sujeito poético?
Justifica a tua resposta com elementos textuais.
1.2 Que acontecimento é narrado?
Fundamenta a tua resposta com elementos textuais.

2. O texto descreve as aventuras e desventuras passadas no tempo dos descobrimentos marítimos.
2.1 Refere algumas das dificuldades que surgiram durante a viagem.
2.2 Demonstra, com dados textuais, de que forma o poema enaltece a coragem e a valentia do povo português.

3. Relê a última estrofe.
3.1 Explica o seu sentido.

4. Considera a estrutura formal do poema.
4.1 Por quantas estrofes é constituído?
4.1.1 Como se denominam estas quanto ao número de versos?
4.2 Faz o esquema rimático da primeira estrofe.
4.2.1 Como se classifica o tipo de rima utilizado? Justifica.
4.3 Realiza agora o esquema rimático da segunda estrofe.
4.3.1 Classifica o tipo de rima usado, justificando a tua resposta.

5. Que figura de estilo está presente nos seguintes versos?
«Dormi no dorso das vagas,» (v. 9)
«Com a mão esquerda benzi-me, / com a direita esganei.» (w. 17-18)
«Mil vezes no chão, bati-me, / outras mil me levantei.» (w. 1 9-20)
«alambique de suores.» (v. 26)

6. Diz qual o significado dos seguintes vocábulos.
a) feição
b) pelote
c) rebotalho
d) gibão
e) dorso
f) pelouros
g) zagaias
h) hirsuto
i) esganei
j) odres
l) alambique
m) impunemente

7. Atenta nas formas verbais do poema.
7.1 Qual é o tempo verbal mais utilizado? Porquê?
7.2 Transcreve três formas verbais conjugadas pronominalmente.
7.2.1 Reescreve-as no futuro do indicativo e no condicional.

8. Relê as seguintes frases.
a) «espetei-lhe um pau e um lençol.» (v. 2)
b) «deu-me o vento de feição,» (v. 5)
c) «mas quem mergulhou no fundo / do sonho, esse, fui eu.» (w. 31-32)
8.1 Classifica morfologicamente os cinco elementos destacados.

9. Transcreve do poema um pronome:
a) pessoal;
b) possessivo;
c) indefinido;
d) relativo.

10. Experimenta também contar em verso e na 1ª pessoa uma aventura que tenhas vivenciado ou que pertença ao reino da imaginação. Não te esqueças de atribuir um título ao teu poema.

19.11.10

Carta para Josefa, Minha Avó



1. O autor do texto dirige-se a Josefa, sua avó, imprimindo um forte tom de admiração face à forma como a sua vida decorreu. Faça o levantamento dos aspectos que o cronista mais admira e aqueles que menos compreende.

2. Escolha alguém da sua família, de uma geração mais recuada, e tente fazer, por escrito, um exercício idêntico: o que mais admira nessa pessoa e porquê? O que menos compreende nas suas atitudes ou no seu modo de ser e quais as suas razões?

3. O cronista sente, no entanto, que algo ficou por fazer no seu relacionamento com a avó Josefa.
3.1. Esclareça essa sua reflexão.
3.2. Não deixe que algo fique por fazer em relação a algum membro da sua família. Faça!

4. Um sopro lírico perpassa em toda a crónica.
4.1. Retire do texto as expressões que, segundo o seu ponto de vista, evidenciam uma maior intensidade lírica.
4.2. Refira os recursos expressivos que mais contribuem para intensificar o lirismo do texto.

5. «Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro». (ll. 14-15)
5.1. Procure explicar as razões para a inserção desta palavra no contexto da crónica.
5.2. Investigue sobre esse país e sobre o seu papel na História recente da Humanidade para que, para si, a palavra não seja apenas um som.

6. Explique a classificação atribuída pelo próprio título do texto: carta.

7. Escreva uma carta a uma pessoa da sua família ou uma página do seu diário, deixando testemunho da sua relação afectiva com ela.



17.11.10

Carta de Mário de Sá-Carneiro


Paris, 15 Novembro 1912, às 8 horas da noite

Querido amigo:

Recebi ontem a tua segunda carta. Vejo que na verdade desta vez me enganei. Escreves! Não há dúvida que escreves! É isso para mim um grande prazer, pelo qual muito me regozijo.
As novidades que tenho a dar-te são poucas, as interessantes pelo menos.
As minhas aulas abriram na passada segunda-feira. O aspeto é mais ou menos o das daí. Tem havido um grande banzé por causa dos alunos do 2.° ano que fazem greve em virtude dumas questões com um professor. Hoje foi mesmo preciso entrar a polícia dentro da faculdade. A Desordem a que tanto estamos acostumados...
Falas da minha psicologia. Crê que é uma bem pobre psicologia e ultimamente, como nunca, a tenho sentido arrombada. Decididamente não há nada que a endireite. Outro dia fiz o seguinte quadro:
Estou em Paris
tenho dinheiro
tenho saúde
posso fazer o que quiser
não tenho que me preocupe
ando triste,
aborrecido,
desolado
em extremo
e é bem assim: Com todos os elementos para ser feliz eu não sou. [...] Há dentro de mim uma angústia desesperadora por não poder acertar a minha vida, emendar todos os disparates que tenho feito, voltar atrás. [...]
Para vivermos, meu velho, é preciso estarmos «enraizados», presos a sentimentos, a hábitos, a afetos. Eu não estou preso a coisa alguma. É este também um dos motivos da minha desolação. Bóio na vida, nunca me consegui fixar... Em suma cada vez me sinto mais o falido de que há anos te venho falando. E só te digo para terminar: aqui em Paris (aliás nada isolado, pois tenho todos os dias andado com gente conhecida que abunda por aqui) tenho passado alguns dos piores dias da minha vida.
Por hoje termino.
Suplico-te que escrevas breve!
Um grande abraço do teu pobre amigo

Mário de Sá-Carneiro,
(carta a Ricardo Teixeira Duarte)


I

1. Determine as partes que compõem a carta de Mário de Sá-Carneiro e identifique o assunto de cada uma.

2. Insira-a num tipo de modelo de carta e justifique a sua resposta.

3. Exponha o assunto da carta.

4. Identifique o estado de espírito de Sá-Carneiro nesta missiva.

5. Faça um quadro comparativo com a situação de vida do emissor e a situação que considera necessária para se poder viver.


II

Escreva uma carta a um amigo imaginário, a explicar o seu estado de espírito e a forma como encara o decorrer do ano escolar.


11.11.10

Super Interessante



Os últimos estudos sobre a fórmula do êxito revelam que existe, para além do talento pessoal, da perseverança, do otimismo ou mesmo dos genes herdados, um elemento que age na sombra e que se revela determinante: a sorte. (…)
Quando nos interrogamos sobre os motivos do êxito ou do fracasso, há quem coloque a ênfase na sorte ou no azar, enquanto outros evocam o talento ou a sua ausência, o esforço ou a abulia, a inteligência, as aptidões sociais, o dom da oportunidade, o faro para os negócios… A verdade é que costumamos atribuir os nossos êxitos ao mérito pessoal, e os dos outros às circunstâncias (sorte, cunhas,…). Os nossos fracassos, pelo contrário, devem-se ao azar ou injustiça; os dos restantes, ao comportamento das pessoas em causa.
Em psicologia, essa forma de ver as coisas é designada por “erro fundamental de atribuição”. Consiste em colocar a ênfase ou sobrevalorizar as características da personalidade e as motivações psicológicas, e em menosprezar ou ignorar fatores exteriores quando se pretende explicar o comportamento de alguém numa situação. Esse desvio está também relacionado com aquilo que Julian Rotter, psicólogo da Universidade de Connecticut, denomina “locus de controlo”, pelo local onde situamos as causas do que nos acontece. (…)
A educação é, também, um fator fundamental. No meio familiar, as crianças aprendem muito a observar o que fazem os pais, incluindo a atitude perante a vida. A hereditariedade não é apenas genética, também se manifesta pela forma como se copiam comportamentos. O êxito pode também ser condicionado pela educação e pela cultura em que vivemos. Há famílias que incentivam a procura de iniciativas, enquanto outras atribuem maior importância ao aspeto económico e material.
E não podemos esquecer o esforço. Herbert Simon, Prémio Nobel da Economia, estimou que é necessário, para ser um perito internacional em qualquer especialidade, dedicar pelo menos 40 horas por semana ao trabalho, 50 semanas por ano, durante uma década. Outros falam em dez mil horas de esforço como fórmula para alcançar a glória, e o senso comum costuma situar-se entre estas duas teorias.


In Super Interessante, n.º 150, outubro de 2010, pp. 22 a 24 (com supressões)



1. Para cada um dos quatro itens que se seguem, escreva a letra correspondente à alternativa correta.

1.1. Em “revelam que existe, para além do talento pessoal”, a palavra sublinhada é
A – um pronome relativo.
B – uma conjunção subordinativa consecutiva.
C –uma conjunção subordinativa completiva.
D – um pronome interrogativo.

1.2. Na frase “há quem coloque a ênfase”, o constituinte sublinhado pode ser substituído por…
A – ostentação.
B – realce.
C – exibição.
D – dignidade.

1.3. A palavra sublinhada em “os dos restantes, ao comportamento das pessoas em causa” retoma o segmento:
A – êxitos.
B – outros.
C – nossos.
D – fracassos

1.4. Na frase “consiste em colocar a ênfase ou sobrevalorizar”, a conjunção sublinhada apresenta um valor:
A – disjuntivo.
B – copulativo.
C – adversativo.
D – consecutivo.

1.5. Os constituintes sublinhados em “Julian Rotter, psicólogo da Universidade de Conneticut” (linha 14 ), desempenha a função de:
A – sujeito.
B – modificador apositivo do nome.
C – modificador restritivo do nome.
D – complemento direto.

1.6. No segmento textual “situamos as causas do que nos acontece”, o constituinte sublinhado desempenha a função de:
A – sujeito.
B – complemento indireto.
C – complemento direto.
D – complemento oblíquo.

1.7. Na frase “E não podemos esquecer o esforço.”, está apresentada a modalidade…
A – deôntica, valor de permissão.
B – epistémica, valor de possibilidade.
C – apreciativa.
D – deôntica, valor de proibição.

2. Faça corresponder a cada um dos cinco elementos da coluna A um elemento da coluna B, de modo a obter afirmações verdadeiras:


A
2.1. Para elencar alguns fatores que podem conduzir ao sucesso (1.º parágrafo), …
2.2. Com a utilização do conector sublinhado em “Quando nos interrogamos”,
2.3. na frase iniciada em “O êxito pode também…”
2.4. Com a utilização do conector sublinhado em “para ser um perito internacional em qualquer especialidade…”
2.5. Com o sublinhado na frase “e o senso comum costuma situar-se entre estas duas teorias”

B
a) O enunciador marca a temporalidade da ação;
b) o enunciador introduz no discurso a ideia de finalidade.
c) o enunciador serve-se de uma enumeração.
d) o enunciador expressa um modificador restrito de nome.
e) o enunciador serve-se de um complexo verbal que indica obrigação de realizar a ação..
f) o enunciador serve-se de um verbo auxiliar modal de valor de possibilidade
g) o enunciador recorre a uma frase que representa a modalidade deôntica.
h) o enunciador apresenta a situação como obrigatória.