29.4.10

Contrato



Entre SOTRANSBER, com sede em Rua Ricardo Reis, n.° 20, Lisboa, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa sob o n.° 123410 com o contribuinte fiscal n.° 132736233, com o ramo de actividade Transportes, daqui em diante designada como Primeiro Outorgante.
António José Rodrigues Oliveira, de nacionalidade portuguesa, residente em Praceta de Mário de Sá-Carneiro, n.° 11, 1. B, Odivelas, com o contribuinte fiscal n.° 149992244, portador da carta de condução n.° L-129113, válida até 01/02/2047, daqui em diante designado de Segundo Outorgante, é celebrado o presente contrato de trabalho, que se regerá pelas seguintes cláusulas:
O segundo outorgante é admitido ao serviço do primeiro outorgante com a categoria profis-sional de motorista, a fim de desempenhar as funções da sua especialidade, ou quaisquer outras, desde que compatíveis com a sua qualificação profissional.
2.a
1- A retribuição a auferir pelo segundo outorgante é mensal, fixada em 750 € (setecentos e cinquenta euros), a qual será paga em cheque, e sobre a qual incidirão os descontos legais.
2- À retribuição referida será acrescido o respectivo subsídio de alimentação, corresponden-te a 5 € (cinco euros) por cada dia efectivo de trabalho.
(...)
4.a
O segundo outorgante prestará um horário de trabalho de 40 horas semanais, distribuídas da seguinte forma: oito horas por dia, de segunda a sexta-feira.
5.a O presente contrato terá início em 02/01/2009 e caduca em 02/01/2010.
6.a
1. Em tudo não previsto neste contrato, vigorarão as disposições legais aplicáveis.
2. O segundo outorgante aceita ser admitido ao serviço pelo primeiro outorgante, nos termos e condições acima referidas.
7.a
O presente contrato é feito em duplicado e composto por uma página que vai ser assinada pelos dois outorgantes, sendo a sua celebração datada a 02/01/2009.

O primeiro outorgante
O segundo outorgante


I

1. Identifica a estrutura do texto.

2. Classifica esta tipoLogia textual.

3. Refere outra designação para «outorgante».

4. As cláusulas são numeradas, por ordem, da 1.a à 7.a.
4.1 Diz o que entendes por cláusulas.

5. Enuncia as condições aceites pelo segundo outorgante.

6. Explicita como decidiram as duas partes dar solução a questões não acordadas no documento.


II

1. Apresenta sinónimos de:
a) compatíveis
b) auferir
c) efectivo

2. No texto, as formas verbais encontram-se predominantemente no Presente e no Futuro Imperfeito do Modo Indicativo da forma activa da forma passiva.
2.1 Fundamenta a afirmação anterior, retirando exemplos do texto.
2.2 Justifica a presença dos referidos tempos verbais no texto.

3. Selecciona, da primeira cláusula, os marcadores discursivos utilizados.
3.1 Classifica-os.

4. Dos seguintes vocábulos, selecciona os flexionáveis:
a) entre d) diante
b) sede e) primeiro
c) fiscal f) outorgante
4.1 Integra na respectiva classe as palavras constantes das alíneas a), e) e f).

5. Dá continuidade à seguinte unidade discursiva: o primeiro outorgante foi admitido ao ser-viço do segundo. Para tal, acrescenta-lhe:
a) uma frase subordinada adverbial causal.
b) uma frase coordenada conclusiva.
c) uma frase subordinada adverbial concessiva.


III

Imagina que és um compositor de música rock e estabeleces contrato a termo certo com uma editora discográfica.
Redige três cláusulas respeitantes:
a) aos prazos de entrega das letras e/ou das músicas;
b) ao motivo da necessidade deste colaborador para a actividade da empresa;
c) à quantidade monetária auferida pelo compositor.


27.4.10

A Fuga de Wang-Fô


I

1- Onde se situava a grande sala da Torre de Marfim?

2- Que se costumava realizar ali?

3- Neste momento algo de diferente se passava nessa sala. O que era?

4- Porque razão se mostravam todos tão preocupados com a doença da imperatriz Criança?

5- Comenta a seguinte frase: “É claro que esta reunião não se parecia nada com uma conferência médica humana.”


II

1- Faz a análise sintáctica da seguinte frase:
O bruxo ofereceu a sua varinha mágica à imperatriz, no dia da conferência.

2- Faz a análise morfológica da frase:
Na grande sala circular estavam quatrocentos médicos.

3- Substitui a parte sublinhada pela forma adequada do pronome pessoal e escreve de novo toda a frase.
a) O Nada apagou o reino como se ele nunca tivesse existido.
b) Quando contares a história à tua irmã.
c) Havia de experimentar outras aventuras.
d) A presença dos amigos fez a imperatriz feliz.

4- O texto seguinte contém erros ortográficos. Identifica-os e corrige-os:
“Sentada à mesa da sala de jantar, a Anica recomessava pela quinta vez um poema que a professora de Portugues tinha pedido como trabalho de casa. Abitualmente, estudava no seu quarto, mas, como não se sentia inspirada, rezolveu descer até à sala para tentar a sua sorte num hambiente diferente. Olhou o relójio: fazia exatamente uma hora que ali estava sentada e nada do que tinha escrito lhe agradava. Decidio levantarse e pôr um disco para ver se a musica lhe traria inspiração.


III

Na opinião de Michael Ende, o reino de Fantasia está em perigo e só as crianças e os jovens o podem salvar. Vamos pois pôr a nossa fantasia a funcionar...
Cria novas personagens presentes na sala, prontas a curarem a imperatriz. Caracteriza-as pormenorizadamente e imagina uma conversa entre elas.


26.4.10

O Caldo de Pedra



Um frade andava no peditório; chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair com fome, e disse:
- Vou ver se faço um caldinho de pedra.
E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:
- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.
Responderam-lhe:
- Sempre queremos ver isso.
Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, disse:
-Se me emprestassem aí um pucarinho.
Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.
- Agora se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas.
Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:
- Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava um primor.
Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada com o que via. Diz o frade, provando o caldo:
- Está um bocadinho insosso; bem precisa de uma pedrinha de sal.
- Também lhe deram o sal. Temperou, provou, e disse:
- Agora é que com uns olhinhos de couve ficava que os anjos o comeriam.
A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos deitando as folhas na panela.
Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade:
- Ai, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça…
Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço; ele botou-o na panela, e enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço; depois de despejada a panela ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:
- Ó senhor frade, então a pedra?
Respondeu o frade:
- A pedra lavo-a e levo-a comigo para outra vez.
E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.

Teófilo Braga, Contos Tradicionais do Povo Português



I

1. “ Um frade andava ao peditório”
1.1. Por que razão andava o frade a pedir?

1.2. Houve receptividade por parte das pessoas? Justifica a tua resposta fundamentando-a com elementos textuais.

2. “ A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança.”
2.1. Indica o motivo que suscitou o riso na “ gente da casa”
2.2. Como definirias o comportamento do frade neste momento da acção?

3. “ Foi o que o frade quis ouvir.”
3.1. Explica o sentido da frase acima transcrita.
3.2. Enumera de forma sucinta as várias fases da “confecção” do caldo de pedra.
3.3 Neste momento como encaras a atitude da “gente da casa”?

4. “Assim comeu onde não lhe queriam dar nada.”
4.1. Caracteriza psicologicamente o frade. Enriquece a tua resposta recorrendo a elementos textuais.

5. Escreve um sinónimo de “naquinho" e de “regalo”.

6. Escreve um antónimo de “insonso” e de “despejada”.

7. Classifica o narrador quanto à presença.

8. Retira do texto um exemplo de narração e um de diálogo.

II

a) Um frade chegou à porta de um lavrador.
b) Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

1. Classifica morfologicamente as palavras:
um -
chegou -
de -
lavrador -
lhes -
é -
muito -
boa -

2. Faz a análise sintáctica da frase:
Deram ao frade um pedaço de unto.

3. Atenta na frase:
O frade cozinhou os ingredientes e agradeceu ao lavrador.
3.1. Reescreve a frase substituindo os sublinhados por pronomes.
3.2. Reescreve a frase obtida em 3.1. na negativa.

4. Efectua modificações, se necessário, e reescreve as frase no tipo e na forma indicada.
O frade comeu o caldo de pedra.
a)Tipo exclamativa, negativa.
b)Tipo interrogativa, afirmativa.
c) Tipo imperativa, negativa.


III

Neste texto, o frade venceu com a sua esperteza. Conta ou inventa uma história e diz qual a lição que ela nos transmite ( escreve no mínimo 15 linhas).


23.4.10

Floriram por engano as rosas bravas

Terracotta Container of Summer Plants in a Rose Garden, Little Malvern Court Worcester Photographic Print

Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?
Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que um momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!

E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...
Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze - quanta flor! - do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?

Camilo Pessanha


O subjectivo no domínio da percepção

Comente o poema, destacando:
- tema;
- assunto;
- carácter ilusório da condição humana;
- valor simbólico das metáforas: «rosa» e «castelos doidos»;
- mundo da ilusão/desilusão;
- tipos e formas de frase utilizados;
- estrutura formal.

22.4.10

A manhã aconteceu



1. Atente na 2.a estrofe.
1.1. Que característica da notícia está aí bem patente?
1.2. Justifique a sua resposta.

2. Clarifique o sentido destas expressões:
-«um amanhã que já é ontem»;
-«notícia é sempre um depois»;
-«Aí vai ela pela goela [. ..] Nenhum trabalho de moela/retém a notícia...»
-«Notícia sem coração».

3. Que ideia do conteúdo da notícia nos é dada na estrofe que começa por «Das convulsões. ..»?

4. De que forma a ideia aludida em 3. se relaciona com a última estrofe?

5. Atente na estrofe que funciona como refrão.
5.1. Como se liga o refrão à(s) estrofe(s) que a segue(m)?
5.2. Que significado se pode atribuir à repetição da pergunta do refrão?

20.4.10

Pastoral


I

1. Nos primeiros versos do poema, o sujeito poético expõe uma ideia sobre a qual tem certezas. Que ideia é essa?
1.1. Como é que o sujeito poético defende essa ideia ao longo do texto?

2. Identifica todas as palavras que remetem para a área da ciência que identificaste na rubrica anterior.
2.1. Por que razão o sujeito poético as apresenta?
2.2. Neste âmbito, refere duas diferenças possíveis entre as folhas.

3. Na penúltima estrofe faz-se referência aos movimentos que as folhas podem assumir. Também aí se notam diferenças. Quais?

4. Podemos dizer que o último verso do texto nos permite aproximar o sujeito poético de uma folha. Que características tem essa folha?
4.1. E que características revela ter o sujeito poético?


II

1. Ao caracterizar as folhas, o sujeito poético refere-se a elas empregando os vocábulos: "todas", "algumas", "outras". A que classe pertencem estas palavras?

2. Para caracterizar o nome "folha", o autor utilizou vários adjectivos. Transcreve-os.


A Pérola