1.6.12

Se eu fosse apenas uma rosa


Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!

Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a minha vida!

Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!
- de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa...


Cecília Meireles, Antologia Poética



I

1. Refere o tema do poema e justifica a tua resposta com expressões tex­tuais.

2. Destaca a expressividade do articulador condicional com que se ini­ciam os primeiro e quinto versos.

3. Indica as realidades com as quais o sujeito poético deseja identificar-se.

3.1. Aponta as razões que fundamen­tam esse desejo.

4. Atenta nos últimos quatro versos do poema, momento em que o sujeito poético se diri­ge diretamente ao seu interlocutor.

4.1. Transcreve os deícticos pessoais que identificam ambas as entidades do discurso.

4.2. Identifica o modo em que se encontra a forma verbal com que se iniciam estes versos.

4.2.1. Destaca um dos efeitos de sentido produzidos pela sua utilização.

4.3. Indica o ato ilocutório concretizado nas frases, justificando.

4.4 Apresenta a razão que leva o eu lírico a dirigir-se, de forma explícita, no final da composição, ao recetor das suas palavras.

5. Procede à descrição formal do poema.

6. Observa a frase seguinte: Se eu fosse apenas uma rosa, desfolhar-me-ia com prazer, já que a vida é tão dolorosa e não te sei dizer mais nada!

6.1. Divide e classifica as frases que compõem esta frase complexa.

II

1. Redige um texto expressivo/criativo, de cem a cento e cinquenta palavras, subordina­do ao título "Se eu fosse...".