2.4.12

Teu corpo principia




Dou-te um nome de água
Para que cresças no silêncio.
Invento a alegria
Da terra que habito
Porque nela moro.
Invento do meu nada esta pergunta.
(Nesta hora. aqui.)
Descubro esse contrário
Que em si mesmo se abre:
Ou alegria ou morte.
Silêncio e sol — verdade,
Respiração apenas.
Amor, eu sei que vives
Num breve país.

ANTÓNIO RAMOS ROSA, Estou Vivo e Escrevo ao Sol (1960)



Faz uma leitura atenta deste poema de António Ramos Rosa, e comenta, em seguida, os tópicos que se apresentam.

a) Signos indicadores da união «eu»-«tu»;
b) Imagem do cavalo como «força da paz»;
c) Perfeição do gesto no «meu beijo»;
d) Grandeza do abraço;
e) Errância e incerteza da figura;
f) Construção semântica e estética.