29.10.11

O braseiro


Luís Afonso, in revista Pública, 28-08-2005


1. Observa a imagem.
1.1. Estabelece uma relação entre o título da crónica apresentada a seguir e este cartoon de Luís Afonso.
1.2. Diz se este cartoon tem uma função informativa ou crítica.






2. Na crónica os tempos verbais adquirem uma importância fulcral.
2.1. Explica a intencionalidade da repetição anafórica do pretérito imperfeito do verbo saber, no primeiro parágrafo – “Sabia-se que”, “sabia-se” e “já se sabia”.
2.2. A partir do segundo parágrafo, o tempo verbal predominante é o presente do indicativo.
2.2.1. Explicita as implicações desta alteração.
2.2.2. Comenta a alteração de foco narrativo da terceira pessoa do singular (“sabia-se”, “se sabe” – nos dois primeiros parágrafos), para a primeira pessoa do plural (“sabemos” – presente no terceiro parágrafo).
2.2.3. Salienta o valor dos complexos verbais utilizados no segundo parágrafo do texto.

3. Nos três primeiros parágrafos, há uma progressão evidente.
3.1. Indica os marcadores discursivos que a estabelecem, salientando os respetivos valores contextuais.
3.2. Sinaliza, no terceiro parágrafo, a anáfora que resume as ideias dos parágrafos anteriores.

4. Infere da intencionalidade do cronista ao recorrer à interrogação presente no terceiro parágrafo.

5. Atenta no seguinte segmento textual: “O tradicional comodismo que ignora a floresta durante
dez meses, que não limpa, que não trata, que não prevê (…)”
5.1. Salienta o valor do recurso estilístico utilizado.
5.2. Identifica o sujeito das diversas orações.
5.3. Substitui o sujeito por “nós” e procede às alterações necessárias.
5.4. Considerando que a oração subordinante é “[É] O tradicional comodismo (…)”, classifica as orações subordinadas presentes neste excerto.

6. Uma crónica é um texto híbrido, pois conjuga marcas próprias do texto não literário e do texto literário.
6.1. Sinaliza marcas do código oral presentes nesta crónica.
6.2. Identifica dois recursos estilísticos.

7. O tema desta crónica é a inércia do povo português, em geral, e das instituições, em particular, face à calamidade dos incêndios que se repete ano após ano.
7.1. Distingue, no texto, os factos objetivos das opiniões do cronista.

8. Reescreve o último parágrafo do texto, evitando a repetição do nome “destino” através de processos anafóricos diversificados: a elipse, a sinonímia e a pronominalização, por exemplo.