13.7.11

As senhoras da mantinha de seda

Havia uma viúva que tinha um filho aparvalhado.
Um dia diz-lhe a mãe:
- Vai à cidade, leva esta barranha de mel, vende-a e traz-me o dinheiro.
O rapaz aceitou a barranha de mel e foi para a cidade. Pelo caminho viu-se perseguido pelas moscas e disse:
- Se as senhoras querem comprar o mel, fazemos negócio, mas não me piquem.
As moscas não responderam e insistiram em não o largar. Então ele despejou o mel sobre uma pedra e disse:
- Aí o têm; despachem-se e venha o dinheiro.
As moscas caíram sobre o mel e nada de dinheiro. Então ele zangou-se e disse que se ia queixar à justiça, voltando a casa para vestir o seu fato novo e apresentar-se ao juiz. Logo que chegou a casa, a mãe pediu-lhe o dinheiro do mel.
- Vendi-o a umas senhoras de mantinha de seda, mas não me deram o dinheiro.
- Mas tu conheces essas senhoras?
- Conheço-as de vista. Vou queixar-me ao juiz.
Vestiu o seu fato novo e apresentou-se ao juiz, perante quem lavrou a sua queixa.
- E quem são essas senhoras? - perguntou o juiz.
- Não lhes sei dizer o nome, mas conheço-as logo que as veja.
- Quando as encontrar atire-lhes uma boa paulada - disse o magistrado.
Neste momento pousou na testa do juiz uma mosca. Então o labrego ferrou-lhe na testa uma paulada, dizendo:
- Da primeira estou vingado.


Maria Teresa dos Santos Silva


Responde às perguntas:

1. Quantas e quais as personagens que entram na acção?

2. Localiza a acção no espaço.

3. Localiza a acção no tempo.

4. Quais as acções desta narrativa?


5. O rapaz fez várias tolices ao longo da história. A última delas foi bater com um pau na cabeça do juiz. O que lhe vai acontecer seguidamente?

6. Quais as acções tolas praticadas pelo rapaz?

7. Quais as acções sensatas praticadas pelo rapaz?

8. Quais os motivos para castigar o rapaz?

9. Quais os motivos para perdoar o rapaz?