26.6.11

O bule de chá

Ao conto que vais ler, retirámos algumas palavras.




Num dos importantes ______________ da capital da China, ao lado de várias preciosidades
de porcelana, está em exposição um velho bule de chá sem tampa que tem uma história engraçada que vou aqui ______________ .
Há alguns séculos atrás existiu, na China, um Imperador que gostava muito de ______________ cartas. Mas como não podia jogar sozinho, ordenou a um dos seus ministros que lhe mandasse todos os dias ao palácio um jogador para seu companheiro de jogo.
O ministro, porém, nunca mais apareceu com o jogador.
– Porque é que não me trazes um bom ______________ de cartas, entre tantos que há na China? – perguntou-lhe o Imperador.
– Saiba Vossa Majestade que todos aqueles com quem falei são ______________ .
– Então porque ainda mos não trouxeste?
– Com medo de que, em vez de Vossa Senhoria, sejam eles a ganhar.
– Ora! Cartas são nada mais nada menos que uma questão de arte. Vai, pois, buscar o ______________ de todos e trá-lo cá amanhã. Se ele ganhar, eu não me zango, não. Antes pelo contrário, até lhe dou uma prenda – e o Imperador apontou para um bule de chá que estava em cima da sua secretária. Um bule de loiça fina como ______________, leve que nem uma folha, transparente como o , e que tinha um dragão de oiro de um lado e, do outro lado, uma Fénix de penas de prata e de coral. Enfim, um dos mais raros tesouros do palácio imperial, esse bule.
– Está Vossa Majestade a falar sério? – perguntou o ministro que sabia quanto o Imperador ______________ o bule.
– Claro que estou!
E no dia seguinte apareceu o ministro sozinho.
– Então o jogador? – inquiriu o Imperador.
– Tenha Vossa Majestade a bondade de hoje jogar comigo – respondeu o ministro a rir.
E começaram o jogo. O ministro, no entanto, usando das suas habilidades, fez com que, dentro de uma hora, o Imperador perdesse a partida.
Suspirando, então, de ______________, Sua Majestade apontou para o ministro o dedo trémulo.
– Mas como é que te atreveste a derrotar-me? Como?
– Bem, Vossa Majestade tinha dito que o jogo era apenas uma ______________ .
– Sai daqui! Desaparece-me, antes que eu…!
– O bule de chá, Vossa Majestade! O bule que prometeu?
Furioso, o Imperador agarrou na tampa do bule e arremessou-a ao ministro que entretanto fugia.
Assim, hoje, o antigo bule de chá de porcelana está no museu, sem tampa.


Maria Ondina Braga, O Jantar Chinês e Outros Contos,
Ed. Caminho, 2004 (texto adaptado)


1. Coloca as palavras retiradas do texto no seu respectivo lugar:


2. Lê as afirmações seguintes e, sobre cada uma delas, indica se é verdadeira (V), falsa (F) ou impossível de saber (IS). Depois corrige as afirmações falsas.

a. O narrador vai contar a história de um bule com centenas de anos.
b. Esse bule pertenceu ao último imperador da China.
c. O imperador gostava mais de jogar cartas do que governar.
d. No entanto, não conseguia arranjar um parceiro.
e. Isso deixava-o apreensivo, porque pensava que os seus súbditos não o apreciavam.
f. O ministro explicou-lhe que os jogadores receavam que ele ganhasse.
g. O imperador garantiu que apenas queria um parceiro e que daria uma prenda a quem lhe conseguisse ganhar.
h. A prenda era um dos tesouros do palácio: um bule de chá.
i. Quando o imperador soube que o ministro sabia jogar, propôs-lhe uma partida.
j. Quando perdeu o jogo, o imperador ficou furioso e atirou com a tampa do bule ao ministro.
l. É por isso que, no museu, foi colocado um outro bule.