12.5.11

Corvos inteligentes: Esopo tinha razão



As histórias tradicionais apresentam o corvo como um animal particularmente inteligente e hábil. Ao que parece, Esopo e outros contadores de histórias tinham razão. Experiências feitas recentemente mostraram alguns exemplares da família dos corvídeos (neste caso, gralhas) a resolver problemas complexos. Tal como na fábula, as aves foram postas perante um recipiente afunilado com alguma água, mas não a suficiente para o seu bico chegar lá. Como incentivo, foi colocado um verme a flutuar na água.
Rapidamente os corvos testados solucionaram o problema: aprenderam a colocar seixos dentro do recipiente para que o nível da água subisse – e, em consequência, o verme ficasse ao alcance do bico.
Os resultados desta investigação foram publicados a semana passada no jornal Current Biology por uma equipa liderada por Christopher Bird, da Universidade of Cambridge. Segundo os investigadores, o único outro animal que se sabe ser capaz de fazer este tipo de tarefas é o orangotango, uma espécie cujo cérebro é muito diferente do dos corvos. Os corvídeos – família a que pertencem os corvos, os gaios e gralhas – são animais extremamente inteligentes. A experiência feita sugere mesmo que os animais são capazes de calcular o número de pedras necessárias para fazer subir a água apenas o suficiente para conseguirem o seu objetivo.

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1. Organiza a informação de acordo com o texto.
a. A água subiu.
b. Fez-se uma experiência com gralhas.
c. As gralhas colocaram pedras dentro de água.
d. De seguida, foi posto um verme dentro de água.
e. Colocou-se um recipiente afunilado com água.
f. As gralhas não o conseguiam alcançar.
g. O verme ficou ao alcance das gralhas.

2. Transcreve uma frase do texto que comprove que as afirmações são falsas.
a. Esopo é um cientista.
b. O orangotango é da família dos corvídeos.
c. Os corvos pertencem à família dos orangotangos.
d. Todos os animais apresentam uma inteligência semelhante à dos corvos.