10.3.10

Mors Liberatrix

A Bulhão Pato

Na tua mão, sombrio cavaleiro,
Cavaleiro vestido de armas pretas,
Brilha uma espada feita de cometas,
Que rasga a escuridão, como um luzeiro.

Caminhas no teu curso aventureiro,
Todo envolto na noite que projectas...
Só o gládio de luz com fulvas betas
Emerge do sinistro nevoeiro.

– «Se esta espada que empunho é coruscante,
(Responde o negro cavaleiro-andante)
E porque esta é a espada da Verdade.

Firo mas salvo... Prostro e desbarato,
Mas consolo... Subverto, mas resgato...
E. sendo a Morte, sou a liberdade.»

Antero de Quental



I

1. Identificação do tema

2. Identificação da estrutura interna (divisão em partes) e sua justificação
• Caracterização do cavaleiro
• Oposição luz/trevas
• Associação Morte /Verdade/Liberdade

3. Expressividade da linguagem:
- valores fónicos
- valores morfossintácticos:
Adjectivação
construção do último terceto
- valores semânticos:
apóstrofe
comparação
antítese
metáfora
hipérbole

4. Relação de Verdade e Liberdade

5. Relação do soneto com a evolução literária do autor