12.12.09

O Palácio da Ventura


SONHO que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, tora a armadura...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o Vagabundo, o Deserdado...
Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas d’ouro, com fragor...
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Silêncio e escuridão  e nada mais!

Antero de Quental


1. Salienta a estrutura narrativa do poema, fazendo referência:
- ao protagonista;
- ao espaço físico;
- ao espaço psicológico;
- a um «antes», um «durante» e um «depois».

2. Delimita no poema os versos correspondentes a estes quatro momentos:
- o entusiasmo da partida;
- o desalento;
- o renascer da esperança;
- a desilusão.

3. Faz o levantamento do campo lexical de «cavaleiro andante».

4. Associa um vocábulo do poema a cada um destes tópicos:
-a imensidade do mundo físico;
- a profundidade da vida psíquica.

5. Para conseguir os seus objectivos, o cavaleiro tem de ultrapassar várias etapas. Quais?

6. Refere-te ao percurso de vida que subjaz o poema.