5.12.08

Liberdade querida e suspirada



Liberdade querida e suspirada,
Que o Despotismo acérrimo condena;
Liberdade, a meus olhos mais serena
Que o sereno clarão da madrugada!

Atende à minha voz, que geme e brada
Por ver-te e por gozar-te a face amena!
Liberdade gentil, desterra a pena
Em que esta alma infeliz jaz sepultada!

Vem, ó deusa imortal, vem, maravilha,
Vem, ó consolação da Humanidade,
Cujo semblante mais que os astros brilha!

Vem! Solta-me o grilhão da adversidade!
Dos Céus descende, pois dos Céus és filha,
Mãe dos prazeres, doce Liberdade!

Bocage, Sonetos


I

1. A ânsia de liberdade, expressa no poema, surge em contraste com a vivência do sujeito lírico no momento da escrita.
1.1. Quais os elementos do discurso, a nível morfológico, que põem em evidência essa ânsia pro¬funda de liberdade?
1.2. Indica os sentimentos vividos pelo sujeito poético nesse momento.
1.3. Qual a causa desses sentimentos?
1.4. Selecciona as expressões que melhor os revelam

2. Divide o texto em partes.

3. Predominam neste soneto duas funções da linguagem.
3.1. Indica-as.
3.2. Refere as marcas do discurso que documentam cada uma dessas funções.

4. O poema situa-se na transição do Neoclassicismo para o Romantismo.
4.1. Que elementos presentes no texto revelam os movimentos literários referidos?


II

"Para Elmano, amar seria a vocação, o destino e a cruz."
Jacinto do Prado Coelho
• Num texto de 12 a 15 linhas, comprova a afirmação acima transcrita, baseando-te nas leituras feitas.