11.7.08

Fiei-me nos sorrisos da Ventura

Fiei-me nos sorrisos da Ventura,
Em mimo feminis. Como fui louco!
Vi raiar o prazer, porém tão pouco
Momentâneo relâmpago não dura.

No meio agora desta selva escura,
Dentro deste penedo húmido e oco,
Pareço, até no tom lúgubre e rouco,
Triste sombra a carpir na sepultura.

Que estância para mim tão própria é esta!
Causais-me um doce e fúnebre transporte,
Áridos matos, lôbrega floresta!

Ah!, não me roubou tudo a negra Sorte:
Inda tenho este abrigo, inda me resta
O pranto, a queixa, a solidão e a morte.

Bocage


I

1. Identifica o assunto do poema.
1.1 Explicita devidamente a sua estrutura interna.
1.2 O texto está estruturado em dois momentos temporais. Retira do poema as expressões correspondentes a cada um desses momentos.

2. A leitura do poema permite-nos estabelecer um percurso para o EU do sujeito poético.
2.1. Identifica as “etapas” desse percurso.

3. Que relação se pode estabelecer entre o Eu/ Mulher/ Natureza?

4. De que forma o cenário se relaciona com o estado de espírito do sujeito poético?

5. Identifica e explica, pelo menos, dois recursos estilísticos presentes neste poema.


II

1. Integra este soneto na corrente literária correspondente, fazendo o levantamento das suas características clássicas e românticas.


III

1. Faz a análise formal do poema.