12.12.07

O meu olhar azul como o céu



O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não se interroga nem se espanta…

Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer coisa no sol de modo a ele ficar mais belo…

(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol…
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso…)

Alberto Caeiro




I

1. Apresenta as características do olhar do poeta e justifica-as.
1.1. Interpreta a expressividade das comparações utilizadas.

2. Refere a projecção da interrogação e do espanto na natureza e no sujeito poético.

3. Interpreta o verso 12 “Porque tudo é como é e assim é que é.”.

4. Explicita os conceitos de aceitação e de rejeição do pensamento, considerando as afirmações feitas nos dois últimos versos do poema.

5. Identifica o tema da composição poética.

6. Faz a análise formal do poema.


II

Alberto Caeiro é um intransitivo, isto é, recusa o conhecimento por analogia.
Depois de reflectires sobre o excerto transcrito, desenvolve-o num texto expositivo-argumentativo, fundamentando as tuas afirmações.