5.12.07

Jorge Bucay, Contos para pensar

Um conto para pensar




Um mestre sufi contava sempre uma parábola no final de cada aula, mas os alunos nem sempre entendiam o seu sentido...
- Mestre - perguntou um deles, certo dia - , tu contas-nos contos, mas nunca nos explicas o que significam...
- As minhas desculpas - disse o mestre. - Como compensação, deixa-me que te ofereça um belo pêssego.
- Obrigado, mestre - disse o discípulo, comovido.
- Mais ainda: como prova do meu afecto, queria descascar-te o pêssego. Permites que o faça?
- Sim, muito obrigado - disse o discípulo.
- E, já que tenho a faca na mão, não gostarias que eu cortasse o pêssego em pedaços, para que te seja mais fácil comê-lo?
- Sim, mas não quero abusar da tua generosidade, mestre...
- Não é um abuso; sou eu que me estou a oferecer. Quero apenas agradar-te. Permite-me também que mastigue o pêssego antes de to oferecer...
- Não, mestre! Não gostaria que fizesses isso! - queixou-se o discípulo, surpreendido.
O mestre fez uma pausa e disse:
- Se vos explicasse o sentido de cada conto, seria como dar-vos a comer fruta mastigada.


Jorge Bucay, Contos para pensar
(texto da contracapa)



I

1. Este conto baseia-se no diálogo entre um mestre sufi e o seu discípulo.
1.1. Identifica a razão que levou a esse diálogo.

2. Comenta a forma como o mestre reagiu à interpelação do seu aluno.

3. A forma como ele reagiu despertou no discípulo sentimentos diversificados.
3.1. Identifica esses sentimentos e refere os momentos do diálogo em que surgiram.

4. A mensagem que o mestre quis transmitir ao aluno concentra-se na sua última fala.
4.1. Explica pelas tuas próprias palavras o sentido das palavras do mestre.
4.2. Diz se concordas ou discordas com as palavras do mestre, fundamentando convenientemente a tua resposta.

5. Caracteriza a relação existente entre este mestre e o seu aluno.


II

Baseando-te neste texto e também na tua própria experiência, refere-te aos papéis que professores e alunos devem desempenhar no processo de ensino-aprendizagem.