27.12.07

Cena Onzeneiro




I

Assinala com V ou com F as afirmações que julgues verdadeiras ou falsas.

1. Esta personagem tem o nome de Onzeneiro porque:
a) é a décima primeira personagem que entra em cena;
b) tem onze irmãos;
c) explorou o povo, levando juros exagerados.

2. O Diabo diz que o Onzeneiro é seu parente porque:
a) é seu irmão;
b) é seu amigo, por ter praticado o mal;
c) é seu parente afastado.

3. O Onzeneiro aparece em cena:
a) carregado de dinheiro;
b) com pouco dinheiro, insuficiente para a portagem;
c) sem nenhum dinheiro.

4. Quando inicia o diálogo com o Onzeneiro, o Diabo:
a) usa uma linguagem suavizada;
b) diz abertamente que ele vai para a sua barca;
c) diz que não o quer levar.

5. O Anjo responde ao pedido do Onzeneiro, dizendo:
a) que o leva na sua barca se ele se arrepender;
b) que ele foi pecador e não poderá entrar na sua barca;
c) que ele deverá ir à terra para restituir o que roubou.

6. O Onzeneiro, ao longo da sua actuação:
a) altera a sua atitude de orgulho;
b) não altera a sua atitude;
c) pede perdão dos seus pecados.


II

1. Indica as razões por que o Diabo chama "parente' ao Onzeneiro.

2. O Onzeneiro preparou-se para a morte ou foi apanhado de surpresa? Justifica a resposta.

3. Qual é o primeiro argumento que o Onzeneiro apresenta para não ir na barca do Diabo?

4. O Onzeneiro mostra-se convencido de que se salvará. Em que se fundamenta?

5. Qual é o argumento que o Anjo apresenta para não levar o Onzeneiro?

6. Explica o sentido do verso "Não já no teu coração."

7. De que se lamenta o Onzeneiro diante do Anjo?

8. Quando volta à presença do Diabo, qual é o pedido que lhe faz?
8.1. O que pretende com esse pedido?

9. A que género literário pertence a obra de onde foi retirado este texto? 9.1 . Que outros géneros literários estudaste? Exemplifica e justifica.

10. Se o texto fosse escrito hoje, quem poderia, dentre os elementos da nossa sociedade, desem-penhar o papel do Onzeneiro?

III

1 . Indica sinónimos de "fardar", "faleci', "bater.

2. Indica antónimos de "nunca", "avantagem", "Paraíso", "cá".

3. "Sabe vós no que me fundo?"
3.1. Classifica morfologicamente as palavras desta frase.
3.2. Divide e classifica as orações desta frase.

4. "Ora, entrai, entrai aqui!"
4.1 . Refere a função da linguagem dominante nesta afirmação.
4.2. Explica o sentido dessa (unção.

5. Transforma as duas frases que se seguem numa só, introduzindo entre elas a relação de conse-quência:
5.1. O Onzeneiro estava convencido; não duvidava que ia para o Paraíso.
5.2. O Diabo falou com habilidade; não revelou directamente o lugar para onde ia a sua barca.

6. "E trarei o meu dinheiro."
6.1. Reescreve a frase, substituindo o complemento directo pelo pronome pessoal que desempenha a mesma função.


IV

1 . "Oh! Que gentil recear/e que cousas para mH"; "Ó onzena, como es fea/e filha da maldição!"
1 .1 . Refere, pelo menos, duas figuras de estilo presentes nestes versos.

2. "Ó triste, quem me cegou?"
2.1 . Indica o sentido de "cegou".
2.2. Que figura de estilo está realizada neste verbo?
2.3. Constrói frases em que entre o verbo "cegar" com sentido normal (denotativo) e sentido diferente daquele que tem na frase transcrita (conotativo).


V

"Ganharás o pão cora o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
Com o suor dos outros ganharás o pão."
Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto, Ed. Salamandra

Tendo por referência as palavras de Sophia de Mello B. Andresen, constrói um texto bem estru-
turado, que comprove a verdade dessas palavras.