29.6.07

Cidade




Na cidade, quem olha para o céu?
É preciso que passe o avião...
Quem me dera o silêncio, a solidão,
Onde pudesse, alguma vez, ser eu!

Na cidade nasci; nela nasceu
A minha dispersiva inquietação;
E o meu tumultuoso coração
Tem o pulsar caótico do seu.

Ah! Quem me dera, em vez de gasolina,
O cheiro da terra húmida, a resina,
A flores do campo, a leite, a maresia!

Em vez da fria luz que me alumia,
O luar, sobre o mar, em tremulina...
—Divina mão compondo uma poesia.

Carlos Queirós




I

1. Com base no texto, caracteriza a vida no campo e na cidade.

2. Indica o efeito que a cidade exerce no poeta.

3. Refere o desejo que o poeta exprime no texto.

4. Apresenta o ambiente favorável à criação poética. Justifica.

5. "Onde pudesse, alguma vez, ser eu!"
a) Identifica a função da linguagem que predomina neste verso e aponta as respectivas marcas.
b) Indica o tempo e o modo da forma verbal "pudesse".
c) Divide esse verso em sílabas métricas.

6. Faz o esquema rimático de todo o poema e menciona os tipos de rima que ele apresenta. Classifica o texto quanto à forma. Justifica.


II

Imagina e conta um dia da vida do poeta Carlos Queirós passado no campo.