11.5.07

A Estação de Rates




Instalaram-se de novo, num comboio bastante mais pequeno. E lá seguiram viagem. o João e a avó quase não tornaram a falar. A perspectiva do encontro enchia-lhes o peito, quase a ponto de sufocar. A Luísa observou, sem nada dizer, que ambos estavam afogueados e com os olhos muito brilhantes. No João, era normal. Mas a avó, com o seu carrapitinho branco e aquela expressão de felicidade que a iluminara, fê-la pensar que até uma velha pode ser bonita de vez em quando.
- Só falta uma estação - disse o Pedro, olhando pela janela. - É melhor prepararmo-nos.
De novo se colocaram perto da porta, prontos para saltar, assim que o comboio parasse.
Olhando pela janela o Pedro verificava que a professora que lhe dera aulas na 4ª classe tinha razão quando dizia: « O Minho é verde, muito verde! Verde e viçoso, como não há outro sítio em Portugal.» A professora era do Minho, claro. Mas tinha toda a razão.
O João debruçou-se todo para a frente e, com uma espécie de soluço mal engolido, chamou-lhes a atenção:
- Rates! A estação de Rates!

Uma Aventura Entre Douro e Minho,
Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


1. Identifica as personagens que participam na acção.

2. Caracteriza globalmente o João e a avó.
Justifica com frases do texto.

3. Qual o motivo da ansiedade do João e da avó ?

4. Explica devidamente o sentido da seguinte expressão :
« A Luísa observou, sem nada dizer, que ambos estavam afogueados e com os olhos muito brilhantes. No João, era normal ... ».

5. Por que motivo se recorda João da sua professora da 4ª classe?
Diz o que faz com que ele lhe dê razão quando dizia « O Minho é verde ».

6. Também tu te recordas, certamente, da tua professora da 4ª classe.
Num pequeno texto relata um episódio que se tenha passado com ela.